Tratamento da epilepsia

Tratamento da epilepsia

Muitas pessoas respondem bem ao tratamento da epilepsia com medicamentos, dietas e/ou cirurgia.1 Os medicamentos para o tratamento da epilepsia atuam nos sintomas da doença, ou seja, evitam as crises epilépticas. Em geral, os medicamentos são prescritos por médicos após a ocorrência de uma segunda crise epiléptica.

“O tratamento adequado permitirá que o paciente tenha, na maioria das vezes, boa qualidade de vida. Além disso, dentro de suas capacidades pessoais permitirá que participe de todas as atividades profissionais e sociais, incluindo dirigir veículos motorizados. Finalmente, o tratamento correto diminui a possibilidade de ocorrência de acidentes físicos e até a possibilidade de morte.”
Maria Luiza G de Manreza, doutora em neurologia, médica e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – CRM-SP 17097
CURIOSIDADE
De acordo com a Associação Brasileira de Neurologia, para entender o efeito que os medicamentos possuem, é possível comparar uma situação de crise epiléptica com a da febre. “A crise epiléptica é a resposta do cérebro a uma agressão como, em analogia, a febre é a resposta do organismo a uma infecção” Observe: “Os medicamentos para controle de crises atuam apenas no sintoma (crise), assim como um antitérmico controla a febre, mas não cura a infecção que causa a febre.”2

O tipo de medicamento para o tratamento da epilepsia é indicado de acordo com as necessidades do paciente e características de suas crises epilépticas. Em geral, as crises cessam logo após o início do tratamento, mas a medicação deverá ser mantida por mais tempo (2 a 5 anos) ou mesmo por toda a vida, dependendo do tipo de epilepsia que a pessoa apresenta.

Em casos mais graves, as chamadas epilepsias refratárias, pode haver a necessidade de cirurgia pelo fato de a medicação não ser suficiente. Nestes casos, o paciente deve ser avaliado, pois o procedimento cirúrgico não poderá ocasionar lesões ou danos cerebrais à pessoa com epilepsia ou acarretar mudanças na personalidade ou em funções do organismo.2 Assim, é importante lembrar que a cirurgia é uma solução apenas quando a medicação falha e quando apenas uma parte do cérebro é afetada – parte esta que possa ser removida sem determinar sequelas físicas ou psíquicas.

PRESCRIÇÃO MÉDICA
O tratamento medicamentoso para epilepsia deve ser prescrito por um neurologista.

Dois cuidados especiais são indicados para pacientes que farão tratamento com medicamentos:3

  • verifique com o médico a necessidade de complementar a sua dieta com a introdução de vitaminas e outros suplementos para evitar desgaste dos ossos;
  • mulheres que tenham intenção de engravidar devem avisar o médico para ajustar os medicamentos e, assim, evitar problemas de má-formação do feto.

É importante ressaltar que qualquer mudança de medicamentos deve ser avaliada pelo médico prescritor, considerando as peculiaridades da pessoa com epilepsia. Especialmente nos pacientes que estão livres das crises epilépticas, toda mudança deve ser evitada – inclusive entre medicamentos de referência, genéricos e similares –, com o objetivo de evitar a recorrência de crises.4

A importância da alimentação

De acordo com a Associação Brasileira de Epilepsia, outro tratamento para epilepsia é a dieta cetogênica.5 Trata-se de uma dieta rica em gorduras, com consumo moderado de proteínas e pobre de carboidratos. O tipo de dieta varia conforme a faixa etária sendo que em adultos é mais comum o uso da dieta Atkins, com baixo teor de carboidratos. Antes de iniciar qualquer dieta, é preciso consultar um médico e ser encaminhado a um nutricionista especializado.6


Referências

1. Site do National Institutes of Health (NIH). Disponível em: http://www.ninds.nih.gov/disorders/epilepsy/epilepsy.htm Último acesso em 19 de outubro de 2017.
2. Site da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). Disponível em: http://www.cadastro.abneuro.org/site/publico_epilepsia.asp Último acesso em 19 de outubro de 2017.
3. Site do National Institutes of Health (NIH). Disponível em: http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/article/000694.htm Último acesso em 19 de outubro de 2017.
4. Jornal de Eplepsia e Neurofisiopatologia Clínica. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492008000300010 Último acesso em 19 de outubro de 2017.
5. Site da Associação Brasileira de Eplepsia. Disponível em: http://www.epilepsiabrasil.org.br/noticias/dieta-cetogenica Último acesso em 19 de outubro de 2017.
6. Site do National Institutes of Health (NIH). Disponível em: http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/article/000694.htm Último acesso em 19 de outubro de 2017.

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