Diagnóstico da epilepsia

Diagnóstico da epilepsia

O diagnóstico da epilepsia é clínico. Os exames complementares confirmam o diagnóstico e auxiliam na pesquisa da causa (etiologia) da epilepsia. Existem alguns passos para a investigação e o diagnóstico da epilepsia.1 São eles:

  • Histórico pessoal, familiar e médico da pessoa: o médico o realiza por meio de toda informação que seja possível obter do indivíduo e seus familiares (características das crises epilépticas, o que lhe acontece momentos antes da crise, etc.). Além disso, acrescenta outra informação sobre a vida da pessoa (condições de parto, doenças anteriores, etc.) e sobre a evolução do quadro clínico e exames já realizados.
  • Eletroencefalograma (EEG): é um exame que registra a atividade elétrica cerebral espontânea, captada através da utilização de eletrodos colocados sobre o couro cabeludo. Como a atividade elétrica espontânea está presente desde o nascimento, o eletroencefalograma pode ser útil no diagnóstico da epilepsia em todas as idades, desde recém-nascidos até os pacientes idosos.2 É importante saber que nem sempre no momento do exame estão acontecendo as alterações cerebrais ou, por vezes, se acontecem, podem estar ocorrendo em regiões muito profundas do cérebro. Por isso, nestes casos, o exame deve ser repetido mais frequentemente.
  • Tomografia computadorizada: são realizadas uma série de fotografias de diferentes regiões do cérebro, com as quais se pode verificar se existe algum tumor, cicatriz, marca ou qualquer outra condição que possa estar causando as crises.
  • Ressonância magnética: é capaz de mostrar com mais detalhamento as alterações do sistema nervoso, contribuindo com o diagnóstico da epilepsia.
  • Exame de liquor (punção raquídea): permite avaliar o líquido cefalorraquídeo, que rodeia o cérebro e a medula espinhal. É também um aliado no diagnóstico da etiologia da epilepsia.

Há como prevenir a epilepsia?

Para as pessoas já diagnosticadas e com determinadas formas de epilepsia (epilepsia mioclônica juvenil) evitar o estresse e garantir que as noites de sono sejam tranquilas e regulares têm fundamental importância.

Contudo, uma das formas mais importantes de prevenir as crises epilépticas é fazer uso dos medicamentos prescritos pelo médico, seguindo corretamente todas as orientações obtidas na consulta.3


Referências

1. Site DMedicina. Disponível em: http://www.dmedicina.com/enfermedades/neurologicas/epilepsia.html Último acesso em 19 de outubro de 2017.
2. Site HospitalIsraelita Albert Einstein. Disponível em: http://www.einstein.br/hospital/neurologia/neurologia-diagnostica/Paginas/eletroencefalograma.aspx Último acesso em 19 de outubro de 2017.
3. Site EverydayHealth. Disponível em: http://www.everydayhealth.com/epilepsy/preventing-epilepsy-seizures.aspx Último acesso em 19 de outubro de 2017.

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