Doenças associadas ao diabetes mellitus tipo 2

Doenças associadas ao diabetes mellitus tipo 2

Muitas pessoas têm dificuldades em aderir ao tratamento do diabetes por considerá-lo caro ou complexo, mas mudança do estilo de vida pode e deve ocorrer de forma natural, sem enrijecer a rotina do paciente. Por outro lado, outras razões podem estar impactando a sua saúde e dificultando a adoção de hábitos saudáveis, as quais precisam ser identificadas e endereçadas corretamente.

Sabe-se também que outras doenças podem contribuir para a instalação ou progressão do diabetes. São elas:

  • Depressão e ansiedade:2 por afetar o regime do sono (menos de 6 ou mais de 9 horas diárias), impedindo o organismo de se recuperar adequadamente e por consequência afetando a produção hormonal, a depressão pode impactar a produção de insulina e fomentar ou agravar o diabetes. Por outro lado, a ansiedade excessiva pode desencadear comportamentos compulsivos por alimentos e bebidas, dificultando a manutenção da dieta correta. Por isso, tratamentos com medicação adequada e acompanhamento psicoterapêutico melhoram muito a condição geral da pessoa com diabetes. A atividade física também estimula a produção de serotonina, hormônio que regula o humor e atua naturalmente no combate dos sentimentos de tristeza e preocupação.
  • Distúrbios alimentares:3 bulimia, compulsão por doces ou outros tipos de alimento, alcoolismo, anorexia, etc., são sabotadores da dieta adequada e da saúde. Como o diabetes requer uma dieta equilibrada, o tratamento destes distúrbios por meio de psicoterapia e medicação específica contribui para o sucesso da terapêutica indicada para o diabetes. Além disso, o álcool é metabolizado como glicose pelo organismo, aumentando perigosamente as taxas de glicemia e acelerando o processo de comprometimentos dos vasos sanguíneos.
  • Obesidade e apneia obstrutiva:2 a obesidade pode acarretar o desenvolvimento de apneia, que é a obstrução das vias aéreas durante o sono – com ronco e falta de ar –, causando diversas interrupções do sono ou mesmo a dificuldade de aprofundá-lo, condição essencial para um sono reparador. Este é fundamental para a produção de hormônios, entre eles a insulina; por isso, tratar da obesidade em conjunto com a apneia melhora a qualidade do sono, a produção de insulina e consequentemente o tratamento do diabetes.
  • Tabagismo (fumo):2 o tabagismo pode favorecer o acúmulo de gordura abdominal e promover a elevação da pressão arterial, que por sua vez afetam a produção e a função da insulina. Ao deixar de fumar, muitas pessoas são tomadas pela ansiedade e compulsão por doces; por isso é necessário um acompanhamento terapêutico, a adoção de uma dieta equilibrada e de exercícios leves para conter a crise de ansiedade, até a completa desintoxicação.

O diabetes não tem cura, mas é possível conviver bem com a doença. Com informação e força de vontade o paciente pode e deve incorporar novos hábitos a sua rotina; informar parentes e amigos e contar com o apoio médico e dos demais profissionais de saúde, formando um “time” a favor da sua saúde. Com o tempo, as “restrições” se tornam parte inerente do seu dia a dia e o paciente adquire novos costumes e vontades, usufruindo total bem estar.


Referências

1. Site do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK), do National Institutes of Health (NIH). Disponível em: http://diabetes.niddk.nih.gov/dm/pubs/riskfortype2/index.aspx Último acesso em maio de 2015.
2. Site da International Diabetes Federation (IDF). Disponível em: http://www.idf.org/prevention Último acesso em maio de 2015.
3. Site Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBME). Disponível em: http://www.endocrino.org.br/transtornos-alimentares-diabetes Último acesso em junho de 2015.

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