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Esquizofrenia

O que é esquizofrenia


A esquizofrenia é um transtorno mental complexo no qual os pacientes se desconectam da realidade e, por isso, passam a agir, pensar, sentir e se comportar de forma diferente.1,2


Ao contrário do que muita gente acredita, a esquizofrenia não tem nenhuma relação com “dupla personalidade”, trata-se, na verdade, de uma ruptura do equilíbrio natural das emoções e da cognição.2


Quais as causas e fatores de risco para o desenvolvimento da esquizofrenia?


As causas não são ainda completamente conhecidas, Já se sabe que a esquizofrenia é mais comum em algumas famílias, revelando seu componente genético, entretanto, há muitas pessoas com esquizofrenia que não têm nenhum familiar com a doença. Além disso, os pesquisadores acreditam que fatores ambientais são também fundamentais para o desenvolvimento da esquizofrenia, como exposição a vírus, desnutrição antes do nascimento, intercorrências clínicas no parto e fatores psicossociais.1


Alguns outros fatores de risco considerados para o desenvolvimento da esquizofrenia são doenças inflamatórias sistêmicas ou imunomediadas e o uso de substâncias psicoativas ou psicotrópicas (drogas de abuso ou medicamentos).2



Sintomas da esquizofrenia


Normalmente, os sintomas da esquizofrenia começam entre os 16 e 30 anos, mas há casos mais incomuns, em que os sintomas se manifestam já na infânciaou começam após os 45 anos.1,2


Os sinais e sintomas da esquizofrenia podem ser divididos em três categorias:1


Tipo do sintoma

Características gerais

Sinais e sintomas

Sintomas positivos

Comportamento psicótico, com perda de conexão de alguns aspectos da realidade.1

Alucinações, delírios, desordem de pensamento, agitação psicomotora.1

Sintomas negativos

Alterações do comportamento e das emoções normais.1

Redução das expressões faciais e emoções, redução no tom de voz e da fala, diminuição dos sentimentos e do prazer nas atividades diárias e dificuldade para começar e manter tarefas.1

Sintomas cognitivos

Podem ser desde sutis até bem graves, afetando a memória e o pensamento.1

Dificuldade de entender e usar as informações recebidas para tomar decisões, dificuldade para manter o foco e prestar atenção.1

Fonte: National Institutes of Health (NIH)



Atenção ao comportamento suicida


Pensamentos e comportamentos suicidas também são comuns em pessoas com esquizofrenia. Por isso, é fundamental que um familiar ou cuidador esteja atento a estes sinais e, nestes casos, acompanhe o paciente em tempo integral, além de solicitar apoio médico emergencial.



Diagnostico da esquizofrenia


Assim como ocorre em diversos transtornos mentais, o diagnóstico da esquizofrenia é basicamente clínico, ou seja, realizado a partir do relato dos sintomas por um familiar ou cuidador e pela análise e observação do médico. Além disso, o médico pode utilizar os critérios descritos no Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSM), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria e utilizado em muitos países, inclusive no Brasil.2


Exames como ressonância magnética e tomografia computadorizada, ou mesmo exames de sangue podem ser conduzidos como forma de descartar a possibilidade de outras doenças cujos sintomas possam ser confundidos com os da esquizofrenia.2



Tratamento da esquizofrenia


Por ser uma condição crônica, o tratamento da esquizofrenia é para a vida toda.1 Isso significa que mesmo que haja remissão dos sintomas, os pacientes devem continuar com o tratamento, conforme orientado pelo médico.2


No Brasil, a falta de adesão ao tratamento da esquizofrenia é altíssima: ocorre em cerca de 50% dos casos. Isto está diretamente associado às consequências graves como o aumento do risco de suicídio, do uso de drogas ilícitas, internações, recaídas etc.3 Por isso, seguir o tratamento exatamente como orientado pelo médico é condição primordial para obtenção de bons resultados no tratamento da esquizofrenia.3


O tratamento da esquizofrenia pode incluir, além da medicação, terapia psicossocial e eventualmente a internação, em situações críticas.2


Os medicamentos chamados de antipsicóticos são os mais usados no tratamento da esquizofrenia.2




Referências



1.NIH. Schizophrenia. Disponível em http://www.diabetes.org.br/diabetes-tipo-2. Acessado em julho de 2016.
2.Mayo Clinic. Schizophrenia. Disponível em http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/schizophrenia/basics/definition/con-20021077. Acessado em julho de 2016.
3.Revista Brasileira de Psiquiatria. Esquizofrenia: adesão ao tratamento. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462008000400026 . Acesso em julho de 2016.