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O que é Asma?

A asma é uma doença caracterizada pela inflamação das vias aéreas, que dificulta a chegada do ar até o pulmão. Quando estão inflamadas, as vias aéreas – canais que levam o ar até o pulmão – se enrijecem e ficam inchadas, diminuindo o espaço para o fluxo de ar.1 Por isso, a sensação de falta de ar, chiado no peito ao respirar (sibilo), tosse e aperto no peito são características da asma.

A duração, frequência e intensidade dos sintomas da asma podem variar de pessoa para pessoa e também ao longo do tempo. Apesar de ainda não haver cura para a asma, hoje já existem diversos recursos e abordagens terapêuticas que podem ajudar na qualidade de vida do paciente com asma, sem a manifestação dos sintomas da asma.

A asma é consequência da interação de fatores ambientais e genéticos.2 Entre os fatores ambientais que podem interferir na asma estão os alérgenos – substâncias contidas em elementos químicos, poeira, mofo e pólen, por exemplo –, que provocam alergia e a inflamação das vias aéreas. A exposição à poluição e ao tabaco (cigarro) também são fatores que podem desencadear à asma.3

Durante a crise de asma, as pessoas com asma podem precisar de atendimento médico emergencial, para desobstrução das vias respiratórias. Por isso, a adesão ao tratamento conforme recomendado pelo médico é essencial para minimizar tanto as crises de asma, quanto para evitar que a doença evolua e chegue a comprometer a função pulmonar. O tratamento da asma vai além da administração das medicações, pois requer a adoção de hábitos saudáveis e a restrição da exposição aos fatores que podem piorar a asma (veja mais em "Tratamento")

Qualidade de vida com asma

Felizmente, é possível controlar alguns fatores e adotar tratamento e cuidados para conviver melhor com a asma, possibilitando autonomia e qualidade de vida para o paciente.

A asma geralmente se manifesta na infância, depois passa a ser controlada e assim os sintomas da asma somem, e pode reaparecer na idade adulta. Por ser uma doença crônica, demanda tratamento a vida inteira, e não somente nos momentos de crise. Tratá-la somente na fase aguda é um erro, pois a inconstância no tratamento agrava e intensifica as crises, comprometendo a qualidade de vida e, a longo prazo, a capacidade respiratória das pessoas com asma.

“A asma é uma doença inflamatória, crônica e heterogênea que apresenta classicamente seus sintomas na infância. Normalmente a criança tem tosse e chiado com diagnóstico muitas vezes de ‘bronquite’, ‘bronquite asmática’ ou ‘bronquite alérgica’. Conforme a criança cresce os sintomas podem melhorar e acaba se atribuindo essa melhora a pratica da natação e ‘simpatias’.”

Dra. Angela Honda, médica do Departamento de Reabilitação Pulmonar da Escola Paulista de Medicina da Unifesp - CRMSP 98983

No Brasil, estimativas apontam que cerca de 20 milhões de pessoas sofram com a asma.4 Apesar de afetar pessoas de todas as idades, é mais comum que o desenvolvimento da asma ocorra na infância.5 Entre as crianças, mais meninos são afetados pela asma. Já na idade adulta, há mais mulheres do que homens com asma.5

Tipos de asma

A asma pode ser classificada por ter ou não ou componente alérgico, da seguinte forma:

- asma alérgica: é aquela desencadeada por alérgenos, como pólen, poeira, mofo e produtos químicos, além de alérgenos contidos na pele e os pelos de animais de estimação. Este é o tipo mais comum de asma.
- asma não alérgica: pode ter como gatilho o ar seco, clima frio, cigarro e até mesmo o estresse, por exemplo.

A asma também pode ser classificada de acordo com sua gravidade, avaliada pelo nível de tratamento necessário para o controle dos sintomas e das crises, além do impacto da doença na qualidade de vida dos pacientes. De acordo com essa classificação, existem três tipos de asma:

- asma leve: é quando a asma é bem controlada com os primeiros passos do tratamento padrão.6 Compreende aproximadamente 60% dos casos de asma.7
- asma moderada: neste caso, é necessária a utilização de outras formas de tratamento para atingir o controle da asma.6 A asma moderada compreende 25% dos casos de asma.7
- asma grave: corresponde de 5% a 10% dos casos de asma.7 A asma grave não controlada pode resultar em crises graves e frequentes e morbidade crônica.8 Para o controle da asma grave, são necessárias altas doses e diferentes abordagens terapêuticas.6


Referências

1.Site do National Institutes of Health (NIH). Disponível em: http://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/asthma. Último acesso em 30 de julho de 2015.
2.Site do National Institutes of Health (NIH). Disponível em: http://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/asthma/causes. Último acesso em 26 de julho de 2015.
3. Site da American Academy of Allergy Asthma & Immunology. Disponível em: http://www.aaaai.org/conditions-and-treatments/library/asthma-library/asthma-triggers-and-management.aspx. Último acesso em 26 de julho de 2015.
4. Bras Pneumol. v.38, Suplemento 1, p.S1-S46 Abril 2012 - Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012
5. Site do National Institutes of Health (NIH). Disponível em: http://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/asthma/atrisk. Último acesso em 26 de julho de 2015.
6. Global Strategy for Asthma Management and Prevention. GINA 2015.
7. World Health Organization. Global surveillance, prevention and control of chronic respiratory diseases: a comprehensive approach, 2007.
8. WHO universal definition of severe asthma. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21301329. Último acesso em 17 de julho de 2015.