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Impactos da epilepsia nas relações interpessoais

A epilepsia ainda é uma doença bastante estigmatizada no Brasil e no mundo. Tal fato se associa à alguns preconceitos e crenças que precisam ser desmistificados. Muitos creem que as convulsões são manifestações sobrenaturais e até demoníacas.

Desse modo, o indivíduo com epilepsia sofre com o preconceito associado à doença. Isso afeta todas as esferas da vida do paciente: âmbito familiar, escola, trabalho, círculos sociais, ambientes externos.

Estudos apontam que o preconceito com relação à epilepsia é maior do que em muitas outras doenças crônicas, sendo comparado ao preconceito atrelado à AIDS, por exemplo.1

Pensando nisso, separamos algumas informações e dicas valiosas para superar essas barreiras, seja você uma pessoa com epilepsia ou alguém que convive com uma:

- A epilepsia é parte da vida da pessoa, não é a definição de quem ele é: é preciso entender que a epilepsia não é uma doença incapacitante e nem contagiosa. As pessoas com epilepsia podem ter uma vida normal (estudar, trabalhar, construir relacionamentos, etc.), desde que certos cuidados sejam adotados e que haja adesão ao tratamento da epilepsia.

- Informação é a chave para mudança: romper com o preconceito e estigmas em torno de uma doença que não é contagiosa e não possui nenhuma relação com mitos religiosos nem com retardo mental é fundamental para a melhoria das relações interpessoais das pessoas com epilepsia. Se você estuda, trabalha ou cuida de uma pessoa com epilepsia, informe-se. Busque conversar com profissionais que entendem sobre a doença ou consulte sites e livros nos quais você confia.

- Força e perspectiva, sempre: se você é uma pessoa com epilepsia ou familiar, provavelmente ouvirá palavras e informações equivocadas de pessoas bem intencionadas, mas mal informadas. Nestes momentos, lembre-se de que a epilepsia costumava estar associada a diversos fatos que já não está mais, mas nem todos sabem disso ainda. Esteja preparado para encarar essas situações, mas mantenha este tipo de desinformação em perspectiva. Há muita gente bem informada sobre a doença ou com interesse em aprender. Concentre suas energias nelas.

- Interferência no tratamento, jamais: não há razão para que as pessoas com epilepsia tenham vergonha de tomar seus medicamentos ou deixem de adotar outras medidas para gerenciar melhor os sintomas da epilepsia em público. O preconceito e a falta de informação não podem atrapalhar o bem-estar dos pacientes. Se você é uma pessoa com epilepsia, jamais deixe de tomar sua medicação porque você tem medo que alguém saiba da epilepsia ou porque está preocupado com a forma como as outras pessoas poderão te tratar ao saber. Se você não é um paciente, saiba que tudo o que ele está fazendo para viver com saúde e qualidade não é da conta de ninguém – a menos que ele queira compartilhar.


Referências

1.Site do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo (USP). Disponível em: http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_31/atualidades-2.html. Último acesso em 20 de junho de 2015.

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