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Diagnóstico da doença de Alzheimer

Encarar a perda de memória como algo comum do envelhecimento ainda é uma das principais razões para que o diagnóstico da doença de Alzheimer  ocorra de forma tardia. O estágio leve do Alzheimer é raramente percebido, e seu diagnóstico é clínico, ou seja, é realizado pelo médico por meio do relato dos sintomas do paciente e informações sobre o histórico de doenças na família (anamnese), além de exame físico e avaliação cognitiva do paciente.1,2

QUEM CONSULTAR?

Geralmente o primeiro contato com um profissional da saúde é efetuado com um médico generalista (clínico geral) que, posteriormente, encaminhará o paciente ao médico especialista (geriatra, neurologista ou psiquiatra).

Dentre os exames que podem ser solicitados para complementar o diagnóstico clínico da doença de Alzheimer estão:

- Exames de sangue: hemograma completo; eletrólitos (potássio e sódio); ureia; creatinina; vitamina B12;
- Exames de imagem: tomografia computadorizada; ressonância magnética do crânio; eletroencefalograma e Spect, que servirão para excluir ou considerar, por exemplo, a possibilidade de existência de outras lesões estruturais que podem contribuir para a demência, tais como infarto cerebral, neoplasia (tumores), coleções de líquido extracerebral;
- Avaliação neuropsicológica: testes psicológicos para verificação do funcionamento cognitivo. Tem duração de em média cinco horas e deve ser realizado por psicólogos especializados na área;
- Avaliação da história e comportamento do paciente: o papel da família e/ou informantes próximos é de grande importância. Nesta avaliação outras razões para a demência, como por exemplo, o uso de medicamentos que prejudicam a cognição, podem ser identificadas;
- Análise de biomarcadores (beta-amiloide e proteína tau): no momento o método é restrito a pesquisas clínicas. Pode ser obtido através de ressonância cerebral.3,4

Quando diagnosticado o quadro de Alzheimer, paciente e familiar(es)/cuidador(es) devem ter em mente que ocorrerão grandes mudanças em aspectos de sua vida diária. É necessário considerar que informação; compreensão; afeto e paciência são palavras-chave para lidar com as transformações que a doença acarreta para todos os envolvidos.

O impacto inicial do diagnóstico da doença de Alzheimer geralmente tem como primeiro resultado a negação de que algo está errado. É comum, também, que os familiares ou pessoas próximas adotem uma postura de cuidados excessivos, e até mesmo desnecessários, em relação ao familiar diagnosticado com a doença de Alzheimer.

Posteriormente ao diagnóstico da doença de Alzheimer é usual, ainda, que se instaure um conflito envolvendo a decisão sobre quem cuidará do paciente. Questões delicadas sobre quem tem tempo livre para assumir a tarefa por não exercer nenhuma atividade profissional; quem da família é solteiro e pode dispor de seu tempo para cuidar do paciente, ou ainda quem tem condições financeiras para exercer tal atividade podem gerar conflitos difíceis, somados, além disso, à dificuldade em lidar com a perspectiva da perda de ligação emocional com o paciente.

PRÓ-MEMÓRIA

O Programa Pró-Memória, desenvolvido pela Novartis, oferece conteúdo e ferramentas direcionadas a pacientes e cuidadores de pessoas que apresentam perda de memória – seja ela decorrente da doença de Alzheimer ou por outros fatores. Os materiais são idealizados por médicos especialistas e outros profissionais da saúde, com o objetivo de oferecer suporte e melhor acompanhamento das pessoas com problemas de memória.


Referências

1. Site Projeto Diretrizes – Doença de Alzheimer. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/ans/diretrizes/doenca_de_alzheimer-diagnostico.pdf. Último acesso em 11 de junho de 2015.
2. Site da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Disponível em http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/diagnostico. Último acesso em 11 de junho de 2015.
3. Site da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Disponível em http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/perguntas-frequentes. Último acesso em 06 de junho de 2015.
4. Site do Ministério da Saúde. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2013/ANEXO/anexo_prt1298_21_11_2013.pdf. Último acesso em 11 de junho de 2015.

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