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Adesão ao tratamento da epilepsia

Até que as crises epilépticas consigam ser controladas é preciso haver força de vontade e comprometimento da pessoa com epilepsia , pois o período de tratamento por vezes é bastante longo.

É de extrema importância, como em qualquer tratamento, que os medicamentos sejam ingeridos nos horários corretos e de acordo com as quantidades prescritas pelo médico especialista. Nenhuma mudança ou troca de medicamentos deve ser feita sem recomendação do médico.

Um ponto que favorece a adesão ao tratamento da epilepsia é a consulta periódica com o médico, de modo que a medicação indicada possa ser readequada conforme queixas do paciente, resultados obtidos ou quaisquer interferências que precisem ser controladas.

“Vários são os desafios para a adesão ao tratamento da epilepsia. O tratamento da epilepsia é prolongado e embora em muitos pacientes possa ser suspenso após 2 a 5 anos sem crises em outros deve ser mantido por toda a vida. Os fármacos antiepilépticos são considerados medicamentos de índice terapêutico estreito o que significa que para serem eficazes devem ser tomados diariamente e, com frequência, em mais de uma tomada ao dia. Esquecer-se de tomar a medicação é comum em tratamentos crônicos de longa duração. Alguns fatores dificultam a adesão ao tratamento: dependendo do fármaco e do pacientes podem ocorrer efeitos colaterais, prejudicando a qualidade de vida; a epilepsia é uma doença estigmatizada e muitos, em especial os mais jovens, sentem vergonha de admitir a doença e evitam tomar os medicamentos em público.”

Maria Luiza G de Manreza, doutora em neurologia, médica e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – CRM-SP 17097

A Novartis, através do programa de adesão Vale Mais Saúde, oferece descontos em medicamentos e informações que ajudam as pessoas com epilepsia a entender melhor a doença, para que possam viver com mais qualidade. O programa também disponibiliza informações para os cuidadores, com o objetivo de educar e contribuir com a adesão ao tratamento, fundamental no manejo da epilepsia.

LEMBRE-SE

O paciente nunca deve suspender o tratamento por considerar-se curado. Apenas o médico pode tomar esta decisão.

“Para superar os desafios da adesão ao tratamento da epilepsia o paciente necessita contar com o auxílio do médico e criar estratégias. Ao médico cabe: esclarecer o paciente sobre sua doença; mostrar a importância do uso adequado da medicação; alertar sobre os riscos das falhas terapêuticas; escolher fármacos mais eficazes e mais bem aceitos; adequar sempre que possível o número e horário das tomadas da medicação ao estilo de vida do paciente; desmistificar a doença. O paciente deverá: estar consciente da sua doença, suas limitações e da necessidade do tratamento; criar estratégias para não esquecer o medicamento; ter em seu médico um aliado de modo a relatar novas crises e eventuais eventos adversos bem como esclarecer dúvidas.”

Maria Luiza G de Manreza, doutora em neurologia, médica e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – CRM-SP 17097

A Associação Brasileira de Epilepsia disponibiliza algumas regras que auxiliam os pacientes com epilepsia a seguir corretamente as instruções prescritas em seu tratamento, com a finalidade de maximizar as chances de eficácia da terapia adotada.1 São elas:

- consulte seu médico periodicamente (a cada 2 ou 3 meses);
- tome seus remédios nos horários e quantidades prescritas pelo médico;
- evite esquecer de tomar os remédios, mas caso isso ocorra tome assim que lembrar (se isso ocorrer 1 ou 2 horas após o horário indicado);
- não dobre a dose no horário seguinte caso tenha esquecido de tomar no horário anterior;
- tenha cuidado com o uso de bebidas alcoólicas, pois o álcool pode facilitar a ocorrência de crises;
- procure dormir o suficiente e fazer suas refeições em horários regulares;
- verifique se existe algum fator que facilite a ocorrência de suas crises epilépticas. Anote e conte ao seu médico;
- anote suas dúvidas a respeito das epilepsias e seu tratamento e converse com seu médico ou com a equipe que te acompanha;
- caso apresente qualquer queixa que julgue estar relacionada com o uso dos medicamentos, converse com seu médico.

“Outro aliado importante para manter a adesão é a família. Embora não se espere que ela assuma a medicação, a não ser em casos que o paciente é psiquicamente incapaz, ela poderá principalmente no início do tratamento, ajudar a que o paciente não esqueça a sua medicação.”

Maria Luiza G de Manreza, doutora em neurologia, médica e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – CRM-SP 17097


Referências

1.Site da Associação Brasileira de Epilepsia. Disponível em: http://www.epilepsiabrasil.org.br/tratamento. Último acesso em 24 de junho de 2015.

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